Caracas, 23 de Outubro de 2002 -
A Corporación Andina de Fomento (CAF) caminha para incorporar
o Fonplata - Fundo Financiero para o Desenvolvimento da Bacia
do Prata - e se converter em um banco regional e não apenas
uma entidade de fomento dos países andinos. Na prática,
a CAF está ampliando suas operações para
outros países, como México, Brasil e Costa Rica.
O Brasil já representa 6,5% da carteira total de projetos
da instituição. O vice-presidente de Finanças
da CAF, Hugo Sarmiento, disse que a incorporação
do Fonplata "está em estudo". Os ativos do Fonplata
somam US$ 300 milhões e os da CAF, US$ 7,5 bilhões.
"O Brasil é o exemplo mais avançado de operação
com países não-andinos", disse Sarmiento. A
CAF, segundo ele, não está interesada em se tornar
um novo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) porque sua
estratégia é especializar-se em determinados projetos,
como os de integração regional.
A Corporación Andina, com sede em Caracas, foi fundada
em 1968 e começou a funcionar em 1970. Passou por todas
as crises, como as do Tequila, dos países asiáticos,
a da Rússia, a brasileira e, ultimamente, a da Argentina,
conseguindo as melhores classificações de risco
das agências de rating. Recebeu grau de investimento da
Moody’s (A2), da Standard & Poor’s (A) e da Fitch
(A). A CAF mantém 25% dos passivos em ativos líquidos.
Desde 1993, a CAF fez 63 emissões no valor de US$ 6 bilhões.
Os US$ 500 milhões que os países andinos aportaram
adicionalmente à instituição, em 1993, receberam
um benefício doze vezes maior, comenta Sarmiento. A Corporación
Andina obtém seus recursos basicamente com bônus
internacionais. (Gazeta Mercantil/Página B1)(Maria Helena
Tachinardi)